segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Cleptomania.

Na internet, nada se cria... Se rouba descarademente, posta no seu blog e fala que é seu. Isso vale para tudo, desde downloads até frases de efeito pra colocar no orkut - valendo até roubar aquele versinho do Pessoa e mudar o nome do autor - enfim, vale tudo! Mas eu, ao contrário desta corja deselegante de cybermalfeitores, dou os créditos a estas almas benevolentes que sacrificam suas vidas sociais/amorosas/sexuais para poder nutrir nossas mentes com este cianeto virtual que ferrou, mais um pouqinho, a minha vida social/amorosa/sexual e agora, espero que, após fazerem o download com um simple clique nas respectivas capas, ferrem as vidas sociais/amorosas/sexuais de vocês também, meus queridos e únicos dois leitores,

Death - For the Whole
World to See
roubado de: http://lixojovem.blogspot.com
Eu nem tenho mais vergonha de roubar coisas do blog do Raphael, afinal, faço isso desde que conheci ele mesmo...
Death é a prova de que qualquer coisa é mais legal quando você coloca punk rock no meio... a banda é de Detroit e faziam um som na linha das bandas da Motown, mas depois de um show do Stooges tudo foi pro saco, o som foi lado dos três acordes e nasceu o Death. Vale ressaltar que todos os integrantes são negros, pode parece bobagem, mas em um mundo anglo-saxão como o que virou o rock 'n roll isso não é apenas raro, é quase um milagre!

Riff Raff - The Singles 1977-1980
roubado de: http://blogdoedmilson.wordpress.com
De todos os blogs aqui presentes, o que eu conheci a menos tempo foi o blog do edmilson, mas nem por isso fica atrás de qualquer outra figurinha desta lista, com coisas que vão desde Iron Maiden a CSS.
Bem, Riff Raff é uma banda que já tem algum reconhecimento, pena que ela seja lembrada apenas como a banda punk do Billy Bragg, pois o som merecia muito mais que este título. O rock dos caras é algo na linha Buzzcocks de ser: bem adolescente mesmo, ou seja, letras sobre garotas e confusões, com um ritmo nervoso e um baterista que sabia tocar bem demais pra 1977.

Crime - San Francisco's Still Doomed
roubado de: http://poorthandirt.blogspot.com/
Power to the People! Blog de um cara que entrou na Universidade mas nem por isso deixou a Universidade entrar nele, e principalmente aquela música chata de universitário... vocês me entendem! Pena que o blog anda meio desatualizado...
Crime é uma banda é uma banda no mínimo caricata: enquanto o Sex Pistols tocava fantasiado de fugitivo de manicômio
e o Buzzcocks fantasiados de Carlton Banks, o Crime era uma banda de punk rock que tocava fantasiado de polícia. Legal, não? O som? Ainda guarda um pouco do protopunk dos anos anteriores, com muita influência do MC5, com temas principalmente políticos. (é difícil imaginar um comedor de rosquinhas ouvindo MC5...)

The Softies – Suicide Pilot 7″
roubado d
e: http://1000aspirines.com
Tive algumas dificuldades para lembrar em que blog baixei esse ep, me lembro que tinha meio que "tropeçado" nele (aqueles esquema do domingo na internet: clica aqui, aqui e acolá e 'onde é que eu vim parar mesmo?), achei até que tinha sido no 7ichpunk, afinal, que nunca roubou alguma coisa do 7ichpunk? Mas no final, era o 1000aspirines, que traz um monte de outras coisas punks, obscuras e punks obscuros.
The Softies é uma banda punk holandesa que surgiu aí durante a primeira onda punk, quando Michael Smith saí da Inglaterra e vai para Holanda,levando todas as influências que trazia da cena punk da Terra da Rainha, decidido a montar sua própria banda. Suicide Pilot é o primeiro ep da banda e traz um som 77 total Damned antes de virar gótico. Recomendadíssimo!

domingo, 6 de dezembro de 2009

"(...)But I Can Kick Your Ass"

E, aproveitando que lançaram mais um cartaz do filme do Kick-Ass com o eterno McLovin, Christopher Mintz-Plasse, seguem as sete hq's lançadas pela Marvel, cortesia do blog Orbital Comics.
Kick-Ass é uma minissérie de autoria de dois nomes de peso do quadrinhos americano: Mark Millar (Guerra Civil) e John Romita Jr. (Demolidor - O Homem Sem Medo). O enredo é tão óbvio, mas tão óbvio, que ninguém nunca tinha pensado antes: um adolescente que, pra fugir de sua vida tediosa e vazia, compra uma roupa de mergulho no eBay e saí pra combater o crime. Os problemas começam quando ele começa a chamar a atenção, seja da imprensa ou dos chefões da Máfia.
Apesar de um roteiro simples, Kick-Ass é uma história densa, que tem como pano de fundo a tediosa vida das pessoas comuns e como elas tentam, desesperadamente, fugir de si mesma e do tédio que é, ao mesmo tempo, sinônimo de tortura e segurança.
O filme, porém, parece não fugir muito do clichê de super-herói no cinema: um perdedor que tenta mostrar que tudo é possível na Terra da Liberdade ("Yes, We Can!"), um culto ao indivíduo na sociedade liberal, mas, enfim, eu posso estar enganado...



Lembrando que você precisa do fantástico CDisplay para ler os arquivos.


sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Baladinha de Fim-de-Semana


Dia: 25/12 às 16 h.
Local: ASIN.
Rua: Antônio Teixeira Leite, 813. Serrinha.
Ônibus: Veneza Tropical 1 ou 2, descer na SER IV.

(aguardem que vem release por aí!)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Recordar é Viver!

O Programa Livre, junto com o Musikaos, fizeram parte dos poucos programas que transmitiram bandas legais durante os anos 90 (Olho Seco e Kreator não é qualquer coisa). Claro que possuíam lá as suas deficiências (vide definição de straight edge no Musikaos e Cross + Over no Programa Livre, isso sem contar que tocava, além de umas bandas legais, um monte de porcaria), mas nem por isso deixam de ter seus méritos.
Abaixo, alguns vídeos do Ratos de Porão tocando no Programa Livre em 94. Na época, a banda fazia a divulgação do disco Anarkophobia, um de seus discos com a pegada mais thrash (atitude corajosa para época, já que as bandas de thrash decidiram misteriosamente largar o metal e tocar hip hop).

Beber Até Morrer.


Plano Furado II.


Sofrer.


Ascenção e Queda.


Commandos (Ramones Cover)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um Espectro Ronda a Música Pop. (part. II)

"No livro do tempo
Ainda não foram cantadas
As mil páginas da revolução."

(Vladimir Maiakovky - Ordem do Dia
Aos Exércitos da Arte)


Bom, seguimos aqui com a a última parte desta seleção das aventuras do velho Marx pela música do século XX. Mas obviamente esta última parte nunca será a parte final, muitas bandas acabaram por ser injustiçadas. É claro que eu sei que deixei de fora coisas maravilhosas como Angelic Upstarts ou The Redskins, sei que deixei pra lá outros artistas folk como Victor Jara (o Geraldo Vandré chileno) e mais um monte de bandas. Mas, enfim, as bandas são muitas e não dava pra falar de todas. Então, curtam aí e, como diria Maiakovky, "Dai-nos, camaradas, uma arte nova / nova / que arranque a republica da escória."

Woodie Guthrie.
Quando Caetano cantava "caminhando contra o vento / sem lenço e sem documento", ele podia muito bem estar falando sobre Woodie Guthrie. Porém, ao contrário do Caetano, Guthrie morreu antes de virar careta, ficar rico e votar no Cristóvão Buarque.
Guthrie era um cara que nunca teve dinheiro. Tudo o que ele tinha era um par de pernas para o levar pela pradaria americana e seu violão que, supostamente, matava fascistas.
Woodie foi outro que também nunca se admitiu como comunista, mas este aqui estava enroscado com o velho Marx até o pescoço: desde sua aproximaçãocom o Partido Comunista à sua demissão da rádio KFVD por sua ligação com a URSS. Mas talvez, o período em que a mais-valia, a alienação produtiva e a dicotomia inconciliável entre capital e trabalho foi mais intensa na carreira musical do bardo aí encima foi o período em qu Woody integrou o Almanac Singers, um grupo de músicos folk que tinha seu centro de atividades no Grande Maçã. Nesta época da sua vida, a música de Guthrie passa a enaltecer a figura de um trabalhador urbano no qual ele mesmo havia se convertido.
Até que enfim apareceu alguém aqui com uma discorafia grande: Woody gravou dezoito discos, entre ao vivos, coletâneas e o caralho a quatro. Nas palavras do próprio Woody: "Esta canção é Copyrighted nos EUA, ao abrigo dos Direitos de Autorais #154085, por um período de 28 anos, e quem cantar essa canção sem nossa permissão porderá ser nosso bom amigo, porque ela não é para ser secreta. Publique-a. Escreve-a. Cante-a. Nós escrevemos ela, isso é tudo que nós queríamos fazer".

DEAD PREZ.
Dead Prez é um dou de hip-hop (ou hardcore hip-hop) dos Estados Unidos que tem um disco com o nome mais legal que eu já vi em disco de hip-hop: 'Revolutionaty, but Gangsta', de 2004. A história do Dead Prez inicia-se em 1990, quando M-1 ingressa na Florida Agricultural and Mechanical University, lá, ele conhece seu futuro companheiro de versos, stic.man. Os dois desenvolvem juntos um profundo interesse por música e política, em especial pela organização revolucinária de esquerda Black Panther Party (Partido dos Panteras Negras). Segundo stic.man "um pequeno livro empoeirado chamado 'A Autobiografia de Malcolm X' mudou radicalmente a minha perspectiva sobre a vida". As letras do Dead Prez possuem um conteúdo socialista e pró-África, sendo os temas principais repressão policial, racismo, capitalismo e veganismo.
Dead Prez tem um difere
ncial em relação a grande maioria dos músicos com debate políticos: eles aparentam ter a mínima noção do que estão falando! Por exemplo, em junho deste ano, no meio do oba-oba com a eleição de um homem negro para a Casa Branca, criticaram Obama em uma entrevista para uma revista americana, dizendo que o pacote de incentivo ao desenvolvimento do negão traz consigo mais 3,2 bilhões para presídios, sem esquecer dos gordos repasses para o Estado de Israel. Na mesma entrevista, o duo comentou a concepção de política de suas músicas: "nossa política é baseada no poder e em meios para trazer o poder para nosso povo".
Desde 2000, lançaram sete registros fonográficos, sendo que agora estão em divulgação do disco
Pulse of the People: Turn off the Radio Vol. 3, uma parceria entre o Dead Prez e o dj Green Lantern.

BILLY BRAGG.
Billy Bragg é a figurinha
mais batida do folk europeu. Ele consegue, também, ser o cara mais legal do folk europeu, afinal, todo mundo que teve uma banda de punk rock sempre é mais legal!
Stephen William Bragg nasceu em 1957 e a primeira referência musical existente sobre ele é em 77, quando ele monta a banda punk Riff Raff, que entraria para a História da música como "a banda punk do Billy Bragg". Segundo o blog do edmilson, o som do Riff Raff era "(...) um punk rock faceiro, moleque, menino, pra frente, falando principalmente de garotas e temas correlatos. Algo próximo do Buzzcocks, talvez." A primeira experiência de Bragg tocando folk ocorre quando ele volta de uma curta passagem pelo exército britânico. O disco Life’s a Riot with Spy vs Spy, de 1983, é o mais representativo desta fase, onde Bragg, ainda sob influência do punk, começa a tocar folk.
Bragg nunca considerou-se um cantor político, mas um cantor realista, e este realismo era reflexo de sua atuação política, em especial com o grupo de esquerda Red Wedge, um coletivo de músico que disseminava idéias de esquerda, além, é claro, de 'The Internationale' e 'The Red Flag', dois discos em que Bragg toca canções comunistas. Eu, pessoalmente, acho os dois discos chatos, muito cheios de frescura, mas, enfim...

Pra fechar isso daqui, segue um vídeo de uma jam session muito legal entre o Hurtmold, banda paulista que faz uma mistura entre jazz, música brasileira, africana e Fugazi (se falar que é a banda de apoio do Camelo ou chamar de post-rock vai levar uma surra!) e o Mamelo Sound System, grupo de rap que também faz a sua misturada com jazz e dub, principalmente. A jam ficou foi em referência ao jazzista e militante das bandeiras afroamericanas Gil-Scott Heron, precussor do rap, e sua clássica "The Revolution Will Not be Televised".


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Killed by School


Em virtude do filho mais filho da puta da Renascença, a Universidade, e do filho mais filho da puta da Universidade, o final de semestre, eu vou ter que ficar esta e talvez a próxima semana afasto do blog. Então, peço que as três pessoas que leêm isto daqui não começem a chorar que o papai vai voltar após comprar uma arma e resolver uns probleminhas na faculdade.

grato, a direção.

domingo, 25 de outubro de 2009

Um Espectro Ronda a Música Pop! (part. I)

"Antes a frase ia além do conteúdo;
Agora é o conteúdo que vai além da frase".
(Karl Marx - O 18 de Brumário de Luís Bonaparte)


É sempre difícil falar abertamente sobre marxismo. Poucos pensamentos na história da humanidade despertaram tantas paixões e polêmicas quanto as idéias do Papai Noel alemão. A teoria e, principalmente, o projeto de sociedade sintetizado por Marx em sua vasta obra até hoje é estudada e discutida. E neste debate, "indiferença" é uma palavra que foi expulsa do vocabulário dos debatedores já há muito tempo. Não é a toa que a 151 anos atrás, na primeira edição do Manifest der Kommunistischen Partei (Manifesto do Partido Comunista), Marx, Engels e a Liga dos Comunistas afirmavam "o comunismo já é reconhecido como força poderosa".
Na cultura não foi diferente, não faltam exemplos de artistas que foram influenciados pelo socialismo científico marxiano, despertando os mais variados sentimentos no público e na crítica, desde amores aos completo desprezo. Dentro da música, foram várias as tentativas de dar um discurso de classe às melodias, algumas bem sucedidas, outras... ehhh... nem tanto. Mas fica aqui o registro de algumas tentativas felizes de levar o velho barbudo, e todo mundo que se dizia discípulo do velho barbudo, à pista de dança.

The (International) Noise Conspiracy.
A banda é sueca, hype e todo mundo já conhece, fato! Mas nem por isso o merecimento de estar nesta lista diminui. O (I)nc é uma banda que surgiu após o fim da também sueca, também hype e também batida Refused. Os integrantes dizem que seu som é uma mistura de Elvis e Che Guevara, mas isso é frescura! Na verdade, a música do (I)nc é uma mistura de indie, garage rock, punk. A salada russa sonora casa perfeitamente com a salada russa ideológica, que junta nomes como o anarco-sindicalista espanhol Buenaventura Durruti, a anaco-feminista Emma Goldman e o situacionista (leia-se 'marxista fanfarrão') Guy Debord no mesmo balaio de gato. A banda lançou cinco discos desde 1999, mas se você não tiver saco para baixar todos eles, eu recomendo o "Armed Love", de 2004, e o "A New Morning, Changing Weather", de 2005.

The Dils.
San Francisco quase sempre é feliz quando o assunto é punk rock. Se não existisse Los Angeles, Washington, New York e, principalmente, PORTLAND, San Francisco seria a cidade mais punk dos EUA. Mas o quinto lugar aqui não é nem um pouco vergonhoso, nem um pouco mesmo. The Dils é o nome do fenômeno adolescente da vez. Criada em 76 pelos irmãos Chip e Tony Kinman, o Dils trocava de bateirista que nem o Luís Carlos Prestes trocava de partido (sacou a humor político sagaz? Hãn? Hãn? Hãn?). Quanto ao som, consistia em um punk com pegada mais pop (pra mim, tem algumas horas que soa um pouco folk), bem característico do som de San Francisco daquela época. Porém, o Dils tinha lá suas diferenças com o resto da cena 'sanfranciscana': enquanto o Avengers (também de San Francisco) tirava cover de "Money (That's What I Want)", dos Beatles, o Dils gravava músicas com nomes do tipo "Class War", "Red Rockers" ou "I Hate the Rich".
A discografia não é grande, contando com apenas dois LP's de estúdio ('Dils Dils Dils' e 'Class War') e mais uns poucos EP's e singles.

Obs: Eles aparecem no filme 'Up in Smoke', dos comediantes Cheech & Chong, tocando a música You're Not Blank.

The Dicks.
Imagine que você é um cara gordo, com um cabelo esquisito no meio do Texas. Pra terminar de foder com tudo, você é GAY! Parabéns, seu nome é Gary Floyd e você é o vocalista do Dicks, uma banda punk gay que introduziu (Dicks. Introduziu. Sacou o humor sagaz mais uma vez? Hãn? Hãn? Hãn?) o hardcore no Texas. A banda fez seus primeiros shows no Raul's Bar (que criativo!), um estabelecimento frequentado pela "nata" da sociedade de Austin (entenda isso como todo tipo de artista sem talento, malucos e rockeiros). E mesmo uma platéia destas, que aparentemente não se surpreende com mais nada nesta vida, ficava chocada com os shows do Dicks, especialmente quando o líder da banda começava a falar sobre sua vida sexual... em detalhes!
Apesar de Gary Floyd nunca ter se assumido enquanto socialista, suas letras possuíam um forte caráter marxista (porra, a logo da banda tinha uma foice e um martelo!), tratando principalmente de repressão policial e homofobia (além da clássica foto de Floyd vestido de traveco com a bandeira soviética atrás! Clássico!). Pra colocar a cereja no bolo do materialismo histórico-dialético, o Dicks foi uma das bandas que enveredou-se na lendária turnê "Rock Against Reagan", além de seu líder ter sido um consciente opositor do conflito armado no Vietnã.
The Dicks é outra banda com uma discografia pequen
a, composta por seu clássico EP "Hate de Police" e dois LP's, sendo um deles de estúdio - Kill From the Heart - e ou outro uma coletânea, chamado apenas 1980-1986, além do seu clássico split com os também texanos do Big Boys.
Hoje, Gary Floyd é ativista gay, artista plástico e não fala mais em público sobre suas fodas.

sábado, 24 de outubro de 2009

Dez Centavos no Palheiro.


Eu trago poucas lembranças boas do meu myspace. Quase nenhuma, pra falar a verdade. De fato, saí daquela porcaria com tão poucos amigos quanto quando entrei. Mas saí com um saldo ligeiramente positivo, já que, se eu não tivesse feito a droga do myspace e tentado ser popular, nunca teria sido adicionado por esta banda! Damon Alexander and the Ten Cents Rentals tem uma proposta simples, que é fazer música falando sobre filmes, em especial os de zumbi e de artes marciais, tudo isso encima de uma sonoridade punk. De fato, nada que ninguém nunca tenha feito. A questão é exatamente esta, já que estão fazendo uma coisa que mais um monte de bandas ao redor do mundo também estavam fazendo, só tinha um jeito da coisa dar certo: fazer o óbvio muito melhor que todo mundo!
A informação na grande rede é escassa: a banda foi criada em 1988 em Ontario, Canadá. Desta formação, só restou o vocalista. Só consegui informação sobre materiais lançados pela banda a partir de 2006. Os dezoito anos que antecederam estes registros são preenchidos por um imenso vácuo de informações. Porém, em 2006, com Damon nos vocais, Alkohallman na bateira, Kicky no baixo e Brad na guitarra (foto acima), a banda entra em um processo intenso de produção, lançando, nos anos seguintes, cinco demos e três discos (aprende, Guns 'n Roses!), disponíveis apenas para quem pode desembolssar algumas dezenas de dólares no iTunes. Em todos estes materiais, o tema é igual: filmes clássicos dos mais diversos e divertidíssimos temas, desde os zumbi dos remake de Dawn of the Dead às obras de arte em forma de anime de Katsuhiro Otomo, passando por filmes do Steven Segal e uns covers do Misfits, a principal influência da banda.
A sonoridade dos caras? É meio complicado definir, tem horas que lembra mais um punk melódico do tipo Descedents, outras horas horas é algo mais rápido como o Circle Jerks, chegando até a ter canções que revelam em alguns momentos, uma influência post punk com uma pegada meio Gang of Four (ou eu posso só estar viajando).
Atualmente, a banda faz alguns shows para divulgar seu disco mais recente, 50,000 Fathoms Beneath The Sky, lançado em julho deste ano (só não sei como estão fazendo estes shows, já que o antigo guitarrista saiu e sobrou para o baixista acumular a função nas gravações). Infelizmente, não se encontra materiais da banda para download gratuito, apenas via iTunes. Resta-no curtir então os incríveis clipes feitos com montagens dos filmes que os inspiraram usando o aúdio das mais variadas demos lançadas e entender porque tanta gente chama Damon Alexander de gênio do punk e porque o segundo disco da banda se chama "Champions of the Underground!".

myspace

Akira


Texas Chainsaw Massacre


The X From Outer Space

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Chovendo no Molhado.

No último fim-de-semana ocorreu a Big Apple Comic Con, onde Joe Quesada (criador de Azrael, que subtituiu Batman quando este teve a coluna quebrada por Bane. Hoje, editor-chefe da Marvel.), durante uma sessão de perguntas do público e da imprensa (todos uns grandissíssimos CDF's) respondeu sobre vários temas, como a série infantil Marvel's Super-Hero Squad, o Deadpool, porque a Casa das Idéias não lança uma série própria do Dr. Estranho e várias outras questões. Porém, no meio destas perguntas, Quesada diz algo que ninguém imagina (ironia mode on): o filme do Capitão América vem para abrir terreno para o filme d'Os Vingadores (oooohhhh). Uma coisa realmente surpreendente, considerando que o nome do filme é THE FIRST AVENGER(!): Captain America.
Segundo Quesada, "It's very unexpected, the kind of movie it is." um tipo de filme bem inesperado]. "I've seen a couple of outlines and an initial screenplay, and it's going to rock everyone's socks off" [Já vi alguns pedaços da história e um roteiro inicial, e vai deixar todo mundo empolgado].
Quanto aos atores, Quesada diz que a Marvel possuí sua lista de possíveis atores encarnarem o Sentinela da Liberdade. Segundo o editor-chefe da Casa das Idéias, The First Avenger: Captain America prepara, "de um jeito fantástico", o terreno para o filme d'Os Maiores Heróis da Terra.
Quesada também foi perguntado sobre o próximo filme do Homem-Aranha, previsto para 5 de maio de 2011. Porém o entrevistado prefeiru não entrar no assunto, já que quem é responsável pela franquia cinematográfica do Amigão da Vizinhanhança não é a Marvel, mas a Sony. Quesada limitou-se a dar seu voto de confiança ao filme. "I'm the biggest Sam Raimi fan in the world, so I can pretty much guarantee that it'll be damn good." [sou o maior fã de Sam Raimi no mundo, então eu posso praticamente garantir que ele (o filme) será incrível]
The First Avenger: Captain America será dirigo por Joe Johnston (Jurassic Park III, The Wolfman) e tem estréia prevista para 22 de julho de 2011.

Maiores informações, aqui.

'Cause the Revolution Has Just Began!


Esse EP do Fishbone é uma das coisas que eu tenho orgulho em dizer que escuto. É extremamente difícil para mim definir exatamente o som da banda, já que sempre achei que dizer "uma mistura de funk, ska e rock" fosse pouco. Qualquer banda pode fazer isso, mas com certeza não ia sair a maravilha que é este EP. Acertou a pessoa que escreveu (identifique-se ou vou mentir que fui eu!) que esta fina flor estava no meio do caminho entre o Living Colour e o Bad Brains!
Esse EP é o primeiro registro da banda, antes de eles ficarem famosos e saírem em turnê do Red Hot Chilli Peppers e serem produzidos pelo Milles Davis. A sonoridade é uma fusão entre funk e ska, gerando alguns clássicos da banda, como a popular "Party at the Ground Zero". Nesta época, já eram famosos por sua presença de palco, com shows enérgicos e intensos. Dois anos depois, a grava seu primeiro LP, "In Your Face", e sai em turnê com o Beastie Boys. Depois, bom, o Fishbone continua! As vezes tocando rock, as vezes tocando reggae, mas sempre fazendo música, afinal "the revolution has just began"!

Clique na capa para download!

obs: "The track V.T.T.L.O.T.F.D.G.F. is believed to stand for 'Voyage to the Land of the Freeze-Dried Godzilla Farts' and is about a government attempt to convince the public that Hiroshima was actually caused by Godzilla farting.[citation needed]" (fonte: Wikipedia, rá!)

sábado, 17 de outubro de 2009

Arte em Movimento.

Uns dois anos atrás, eu estava assistindo os X-Games e o Bob Burniquist estava comentando a final do vertical. Não lembro porque, ele não havia competido naquele ano. Estava rolando aquelas mensagens dos telespectadores (naquele tempo, não existia twitter) e um deles tinha comparado os skatistas a artistas. O Burniquist então disse:

- Skate é arte em movimento!

Acho que é bem essa a idéia do RE:BOARD - Brasil Skate Art and Deck Research, documentário lançado em julho desse ano. Fruto de uma profunda pesquisa do artista Alexandre "Sesper" Cruz (que também é vocalista do Garage Fuzz), a obra deu origem não apenas ao documentário, mas também a uma exposição com mais de duzentos shapes de três décadas diferentes - 80, 90 e 2000.

O documentário começa logo com a frase:

"Feito de forma independente. Sem nenhum apoio de leis de incentivo à cultura ou dinheiro da iniciativa privada."

Logo aí, bem no começo do filme, você acaba por entender o modo como o skate desenvolveu-se no país. O filme traz depoimentos tantos de artistas quanto de skatistas e colecionadores de skate, que trazem suas visões e lembranças sobre o skate brasileiro e o desafio que era para zineiros, skatistas e artistas consolidarem o esporte no Brasil, nadando contra a maré dentro de um oceano de preconceitos que existia contra o carrinho. E mostra como a estética do skate nacional conquistou cara própria, diferenciando-se daquilo que era feito na gringa e as vezes competindo em pé de igualdade com os decks estrangeiros, - mesmo com quase tudo jogando contra - tudo isso a partir da ótica de quem fez a coisa acontecer, fosse um dos talentosos artista que criavam os desenhos subversivos dos decks ou um dos skatistas que levavam estes shapes para a ação.
Outro destaque do filme é a trilha sonora, toda composta por artistas brasileiros independentes em canções instrumentais. Algumas já consagradas dentro da música instrumental, como a paulistana Eu Serei a Hiena (indicada ao VMB 2009 como melhor banda instrumental), e algumas inesperadas para a música instrumental, como o crossover do Lobotomia e o Presto?. Também particpam da trilha sonora as bandas Garage Fuzz, Apolônio, Baobá Stereo Club, Bodes e Elefantes, Elma, Gigante Animal, Guisado, M. Takara, Mamma Cadela, Notwork, Twipine(s) e Vallejo x Sunset.
RE:BOARD - Brasil Skate Art and Deck Research tem como objetivo não apenas fazer um simples resgate histórico, resultando em um simples amontoado de nomes, datas e números, mas busca também rememorar toda a paixão e o espírito de rebeldia que permeavam o skate nacional, assim como mostrar às novas gerações que seguem em cima do carrinho que esse espírito não se perde neste novo milênio, graças a 'artesportistas' que, enfrentando os novos desafios que surguem para o esporte no Brasil neste novo milênio, não deixam a paixão inerente ao skate brasileiro desaparecer.

Para assistir ao filme, clique aqui.


sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Shrimps From Outer Space.

Peter Jackson é um cara que já foi de um extremo ao outro dentro do cinema, do trash B de Braindead ao épico, cultuado e ícone da cultura nerd Lord of the Rings. O diretor retorna à telona produzindo filme de ficção científica District 9, dirigido pelo novato Neill Blomkamp, que estreou nesta sexta-feira.
Distrito 9 atraiu começou a chamar atenção do público na San Diego Comic Con deste ano. A expectativa do filme era tão grande que ao final da sua primeira semana em cartaz nos cinemas do Tio Sam, o relativamente pequeno investimento de 30 milhões para a obra já havia sido quitado.
O filme utiliza-se da linguagem documental e se passa em Joanesburgo, África do Sul, onde há vinte anos atrás, uma nave alienígena surgiu e ficou misteriosamente estacionada por lá, e assim ficou durante 20 anos. O filme inicia-se quando, por pressão popular, a comunidade internacional é obrigada a remover os aliens do Distrito 9, favela onde os 'camarões' (como são chamados os aliens) são confinados - fazendo referência ao apartheid sul-africano. Wikus van der Merwe (Sharlto Copley), funcionário da gigante Multinational United, fica responsável por coordenar este despejo. A função do funcionário de nome holandês é fazer com que os aliens assinem a ordem de despejo de seus barracos no distrito 9. Para cumprir esta missão vale tudo, desde suborno com comida de gato até ameaças e agressões. E é cumprindo por este dever infeliz que Wikus é contaminado por um líquido alienígena (que poderia muito bem ter saído de algum episódio de Arquivo X) que faz com que ele comece a sofrer mutações em seu DNA, iniciando uma transformação naquilo que mais odeio: os detestáveis camarões! A partir daí, começa a corrida desesperado de Wikus, contra os seus ex-patrões - que vem nele uma exorbitante fortuna em biotecnologia - e contra os traficantes de armas de Joanesburgo - que querem a habilidade de Wikus em utilizar o armamento alien e, principalmente, contra o tempo, tentando encontrar uma forma de recuperar a sua antiga vida antes que a mutação torne-se permanente.
A obra abusa propositalmente dos clichês de ficção científica: uma nave não muito diferente da que se vê em Independence Day, mutações do tipo MIB, Incrível Hulk ou o simbionte do Homem-Aranha (o uniforme negro, para quem teve a audácia de não entender) e armas de algum jogo de tiro em terceira pessoa, em especial Halo e Half-Life II. O roteiro, porém, foge da obviedade, principalmente por sua alusão ao apartheid sul-africano e por focar-se encima do desespero de um homem que vai de um almofadinha típico da classe média a um homem movido pelo desespero ao ver tudo o que ele construiu desmoronar e tudo em que ele confiava trair-lo.
Distrito 9 é um filme sem grandes pretensoes, ainda mais por tratar-se da estreia do diretor. A grande inovacao do filme é trazer novamente o carater de critica social `a ficcao cientifica, o que mostra um roteiro capaz de ir alem das explosoes e batalhas. Ponto pra voce, Bloomkamp!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Gino is a Coward!

Gino Washington é um músico de r&b, logo, nós não estamos falando do Geno Washington, cantor de soul que fez sucesso com a garota mod britânica nos anos 60, compreendido? Ótimo, podemos continuar! Gino Washington que fez seu r&b em uma cidade que até hoje tem tradição quando falamos de música pop: Detroit! A mesma Detroit que foi berço de Iggy Pop e MC5 também foi berço de Gino Washington! Gino Washington era o sexto filho de treze irmãos (!) e cresceu rodeado por música, já que seu pai era uma cantor amador de blues, e foi graças a seu pai que Gino Washigton decidiu ser músico.
Gino Washington é um músico de r&b que começou a dar certo muito cedo. Em 1962, um ano em que a cena negra americana fervilhava, Gino emplaca seu primeiro sucesso: Out of this World... com TREZE ANOS!
O sucesso rendeu ao menino prodígio um contrato com a Correc-Tone para a gravação de seu primeiro single. No lado A, a faixa "I'm a Coward" e, do lado B, "Puppet of a Chain". Apesar da falta de reconhecimento do single, o dono do selo ficou imprecionado com Gino Washington, afinal de contas, ele foi citado por Elvis Presley, Johnny Mathis e Jackie Wilson como um de seus artistas favoritos.
No ano seguinte, Gino Washigton faz uma apresentação no State Fair Coliseum acompanhado do jovem guitarrista Jeff Willians, que mais tarde viria a ser o guitarrista do The Atlantics, banda que passou a acompanhar Gino Washington em suas turnês.
Gino Washington é um músico de r&b que foi a Guerra. Aquela música do Nenhum de Nós sobre um garoto que amava os Beatles e o Rolling Stones podia muito bem ser sobre Gino Washington. Aliás, se aquela música fosse sobre Gino Washington, eu provevelmento gostaria dela! Em julho de 1964, Gino Washington é convocado para o serviço militar, servindo no Japão e no Vietnan. Enquanto esteve servindo, Gino Washigton ainda tentou seguir com a música, organizando alguns shows para Ann-Margret e Johnny Rivers. Ao retornar para a América, Gino tenta re-erguer sua carreira, mas era óbvio que o Gino Washigton que foi não era o mesmo que voltou.
Gino Washington funda seu próprio selo, ATAC, e lança alguns outros singles, como "Doing The Popcorn" e "What Can A Man Do?", mas estava claro que aquele Gino Washigton que fazia r&b com energia e emoção tinha ficado em algum lugar do Pacífico Sul. Foi mais ao menos nesta época que o tal de Geno (com "e", e não com "i") Washington entra na história e começa a fazer seu soul para a turminha mod da Inglaterra. Enquanto o Gino vai, o Geno chega!
Em 99 e 2002, a Norton Records (que também lançou Andre Willians, Sonics, Link Wray e Ramones) lança duas compilações em LP e CD de Gino Washington: Out of This World e Bandit Love, respectivamente.
Então, Gino Washington é ou não é um músico de r&b?!

Obs: Li que o outro guitarrista do Atlantics era um tal de Chuck Berry. Agora, se foi ele que nasceu em St. Louis? Fica a dúvida...

Gino Washington
Out of This World
1999
Norton Records
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Gino Washington
Love Bandit
2002
Norton Records
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domingo, 11 de outubro de 2009

"Colliding Ideas to See What Happens"

O velho bruxo Alan Moore (Watchmen, V de Vingança, A Liga Extraordinária, Batman - A Piada Mortal) está de volta! Como sempre, indo contra tudo e contra todos e, enquanto a adaptação de sua obra-prima, Watchmen, é vendida em edição de luxo por até 120 reais (!), ele volta-se para o underground e anuncia seu novo projeto: Dodgem Logic! A nova empreitada de Moore será feita no melhor estilo fanzine (entenda como papel de baixa qualidade e preço mais acessível). Segundo o release feito pela filha do roteirista britânico, a idéia é criar uma revista "linda e barata como uma prostituta adolescente".
Cada página de Dodgem Logic terá quarenta páginas coloridas e mais 8 páginas de conteúdo variável, mudando conforme o local onde a revista for lançada. Para a primeira edição, a base desta nova empreitada de Moore e seus "amigos e conspiradores" será a terra natal do escritor: Northampton. Em homenagem à cidade, a primeira edição também trará um cd contendo músicas da cidade nos últimos 50 anos.
Dentre os colaboradores estão a própria esposa de Moore, Melinda Gebbie, os desenhistas Kevin O'Neill (A Liga Extraordinária) e Savage Pencil (que já fez desenhos para banda como Sonic Youth, Rocket From The Crypt, Coil, entre outros), o roteirista de TV Graham Lineham (The IT Crowd, Father Ted), além de outros nomes, entre escritores, comediantes e outros, além, é claro, do próprio Moore.
A temática da revista é variada, desde quadrinhos (dãh!) até "o ressurgimento do movimento dos squatters e nas cartas do povo steampunk/pós-civilização sobre a reconstrução da nossa cultura e sociedade antes que elas se percam por completo e nossos filhos se resumam a esmurrar-se com seus X-Box's inutilizados numa disputa pelo último pacote de miojo" (press release da filha de Moore), passando por moda, culinária, universo feminino e jardinagem de guerrilha. Toda esta salada subversiva consegue (por incrível que pareça), ser resumida pela frase que vem estampada na capa da primeira edição, produzida pela artista Tamara Rogers: "Colliding ideas to see what happens" (“Colidindo ideias para ver o que acontece”).
Dodgem Logic será lançada pela editora Knockabout (que já lançou outros trabalhos de Moore, dentre eles, a última Liga Extraordinária) e custará £ 2.50 no solo inglês (algo em torno de r$ 7,00). O lançamento está previsto para novembro.

Nazi Star!

Você realmente deve estar morando em algum lugar no meio do nada caso não tenha ouvido falar do novo filme do Tarantino, Bastardos Inglórios. O filme ganhou destaque em quase toda a mídia especializada, muito em razão do tema delicado do qual trata: II Grande Guerra.
Eu, confesso, estava entusiamado com este filme desde o ano passado, quando descobri os principais nomes do casting. Enquanto a maioria pensava em Quentin Tarantino dirigindo um filme com Brad Pitt e Daniel Brühl, eu pensava no diretor do Cães de Aluguel dirigindo um filme com o protagonista do Clube da Luta e o protagonista do Edukators! Tinha como um filme destes ser ruim?!
O roteiro prometia: Bastardos Inglórios é composto por duas tramas paralelas que se encontram no quarto final do filme. Uma das tramas contava a história dos Bastardos - nome com o qual ficou conhecida a unidade composta por soldados americanos judeus e liderada por Aldo Raine (Brad Pitt) - e o terror que esta unidade causava entre os nazistas. A outra trama conta a história de Shoshanna Dreyfus (Mélanie Laurent), uma franco-judia que administra um cinema e ve-se obrigada a realizar a prémiere do filme "Orgulho da Nação". A sessão acaba por mostrar-se a oportunidade perfeita para a personagem realizar sua vingança contra o III Reich.
O filme, fugindo completamente das minhas espectativas, segue menos a linha exploitation, explorando mais os momentos de tensão (destaque para a cena do bar), como em Cães de Aluguel, e menos os jorros de sangue, como em Kill Bill. Vale deixar avisado que a obra abusa da licença poética e não tem a menor preocupação com a verossimilhança histórica.
A grande surpresa do filme fica por conta dos que comeram pelas beiradas: enquanto os holofortes estavam todos voltados para Brad Pitt e Daniel Brühl, eis que surgue o austríaco Christoph Waltz no papel do coronel da SS Hans Landa, antagonista da trama, roubando todas as atenções durante o desenrolar da história. Não foi sem merecer que o ator de 52 anos entrou no festival de Cannes como um semi-anônimo e saiu com o prêmio de Melhor Ator do Festival e dentro do bolão para o Oscar de 2010. A atuação de Waltz com certeza valeu o esforço despendido por Tarantino para encontrar seu ator poliglota perfeito (Waltz fala inglês, alemão, francês e italiano).
Quentin Tarantino criou, para este filme, alguns de seus mais pitorescos personagens: o gênio sádico e poliglota Hans Landa entrou para uma galeria de personagens geniais de Tarantino, e leva consigo o tenente Aldo, o Apache e seu sotaque caipira do Teenesee.
Tarantino, sem medo de reescrever a historia pelo bem de seu roteiro, nao cria apenas uma nova Historia, mas uma obra-prima que se mostra muito mais divertida que os fatos. Em entrevista, o diretor disse que amava seus personagens como um deus que ama sua criação. Pois bem, Quentin Tarantino fez Bastardos Inglórios e viu que era bom!

Já Vai Tarde!


Agora é oficial: o ex-presidente do Ferroviário, Paulo Wágner, entregou o seu cargo ao Presidente do Conselho Deliberativo do Ferroviário em um almoço na tarde de hoje [9 de outubro de 2009]. Além dele, o vice Renato Rocha também renunciou ao seu cargo. Com isso haverá uma nova eleição ainda esse ano para definir que será o novo presidente do clube até o fim do ano que vem.

Enquanto isso, mais absurdos da gestão Paulo Wágner continuam aparecendo. A situação do clube é crítica no sentido de que apenas três jogadores continuam com contrato. Todos os outros 96 que tinham contrato com o Ferroviário no início da Série D, rescindiram os seus contratos.

Ainda hoje acontecerá uma reunião entre os membros da AAFAC e alguns nomes interessados em compor a nova diretoria do clube. A intenção é tomar conhecimento da atual situação do clube e traçar metas para o futuro do Ferroviário.

sábado, 3 de outubro de 2009

A Luz no Fim do Túnel.

Muito já foi falado sobre o punk e o hardcore no Brasil e no mundo. E deste tanto falar já surgiram materiais muito bons, desde livros como o "Mate-Me, Por Favor" e "O Que é Punk?", até excelentes filmes como "Punk Attitude", "American Hardcore" e "Botinada: A Origem do Punk no Brasil" e filme péssimos como "O Punk Morreu?". Todos esses materiais compreende que o harcore e o punk não se resume a música, a escutar discos ou vestir camisetas de banda. Punk é uma cena, punk por vezes é uma família, e cada época do punk tem uma história pra contar. Os anos 70 e 80 já falaram muito, agora chegou a vez daqueles que fizeram o punk brasileiro na década perdida de 90 botar o que querem dizer para fora. "Hardcore 90: Uma História Oral" é um documentário ainda inacabado que compõe o projeto de mestrado do historiador Marcelo Fonseca. O mestrando tem propriedade pra falar sobre o tema: o cara tocou em um monte de bandas desde os anos 90, entre elas o Constrito e o Diáspora. E essa era uma das principais preocupações do documentarista "Eu tinha uma preocupação imensa de que essa idéia viesse a ser executada por uma pessoa que não fizesse parte do meio. Ou por algum jornalista que gerasse algo tão ruim como as matérias da época, tendendo a bizarrice e ao exotismo." escreve Marcelo no blog do projeto.
Até agora o blog do documentário traz várias entrevistas com membros da cena daquela década contando as transformações que o punk brasileiro sofreu com o desembarque do anarcopunk e do straight edge por esses lados. A obra deve ficar pronta em 2011, ano em que o mestrando defende sua tese. "Hardcore 90: Uma História Oral" promete mostrar pelo lado de dentro o que aconteceu com aquela geração que nadou contra a corrente do grunge e new metal, seguindo no espírito do faça-você-mesmo, conseguindo, alguns mais e outro menos, por incrível que pareça, fazer algo realmente novo na cena brasileira no meio do anos 90.

Baladinha de Fim de Semana


Mossoró é talvez o local mais quente do planeta! A cidade é o aviso para o mundo sobre o aquecimento global e onde é possível passar um café bem quentinho misturando nescafé com a água do chuveiro. E será neste pedaço de terra perdido entre Canoa Quebrada e Natal, que faz fortunas com petróleo, sal e Cenoura & Bronze que ocorre o Barulho no Beco! Desta vez, tomado de assalto pelas hordas que vivem do outro lado da fronteira, na Terra do Rolê Monstro! O Beco das Frutas será, mais uma vez, tomado por deliquentes, monstros e gente charmosa. Vista o seu smoking e venha cultuar Thor, irmão de Lóki, filho de Odin, membro dos Vingadores e blá, blá, blá!

Cão nos Coro: o João XXIII é uma Terra Sem Lei, onde nem mesmo o Ronda do Quateirão tem coragem de entrar. E é das entranhas desta Cidade Proibida que vem a Cão Nos Coro, banda de Thrashcore à la Suicidal Tendencies que vêm aí da época em que era moda colocar satanás no nome.

Cereal Killer: Rápido! O Cereal Killer vem para ressuscitar todo aqueles som feito por bandas de fastcore nos anos 90, como DS-13 e What Happens Next? Sucesso garantido nos bailes de pogo e nas mesas de bar, corra (em círculos) senão você vai perder toda a diversão.

Skate Pirata: A banda é prata da casa já! O Adolescents brasileiro transpõe a fronteira entre Fortaleza e Mossoró pra mostrar que entendem mais de hardcore oldschool e de quadrinhos da Marvel que qualquer um.

Mahatma Gangue: Surfando nas ondas da garageira '66 e no asfalto escaldante de Mossoró, a Mahatma Gangue está fazendo suas malas para sua turnê sudeste, mas isso não a impede de promover o baile de marginais fugidos do Asilo Arkham. Los Saicos, Sonics, Café e Havaí em doses cavalares.

E, pra completar o baile, DJ Xambinho, pra você que está de saco cheio de sair pra balada e escutar coisas que parecem ter saído ou do Multishow e da Jovem Pan. E pra você que sente falta do DJ Jorge Matagato tocando o melhor do crust sueco.

Vanguarda: Histórias do Movimento Estudantil da Bahia.

"Vanguarda: Histórias do Movimento Estudantil da Bahia" nasceu em 2006 como Trabalho de Conclusão de Curso de três graduandos em jornalismo: Leandro Silveira, Caio Coutinho e Fabio Franco.
A idéia? Dar uma linguagem de quadrinhos a uma pesquisa jornalística, uma 'onda' que começou com o jornalista Joe Sacco e tem ganhado força na Europa.
"Vanguarda: Histórias do Movimento Estudantil da Bahia" é a primeira obra do gênero do Brasil. Feita com a ajuda da professora Ana Spannenberg, dos desenhistas Franklin Mendes, Tiago Durães e Rodolfo Troll, e do designer gráfico José Roberto Almeida e foi publicadaem forma de uma série de reportagens no jornal bahiano A Tarde e está dividida em quatro partes: "Vamos à Guerra!", que se passa nos anos 40, quando a juventude baiana vai às ruas exigindo a entrada do Brasil na II Guerra Mundial. A segunda é "Do Palco Para as Ruas: Uma História de Estudantes." Se passa logo antes de ser baixado o famigerado Ato Institucional nº5 e conta sobre a primeira greve estudantil pós-64, que ocorreu em junho de 66 no Colégio Central. "Reconstrução e Quebra-Quebra" fala sobre o primeiro Congresso da União Nacional dos Estudantes (CONUNE) pós-AI5, no ano de 74 em Salvador. Encerrando a obra, o capítulo "Estudantes do Novo Milênio" mostra a luta e o drama dos estudantes bahianos no ano de 2001, em protestos contra o ex-senador Antônio Carlos Magalhães, após este violar o painel eletrônico do Senado, e também durante a "Revolta do Buzu", onda de protestos contra os abusivos aumentos de passagem em Salvador.
Hoje, a equipe responsável pela obra divulga o jornalismo em quadrinhos através de diversas palestras e entrevistas que são convidados a dar em veículos especializados de todo o Brasil, além de manter o site do Projeto Vanguarda, que visa publicizar a fórmula do "Jornalismo + Quadrinhos", além de manter a obra disponível para leitura.

Leia "Vanguarda: Histórias do Movimento Estudantil da Bahia" aqui.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Baladinha de Fim de Semana


Me lembro da primeira vez em que ouvi falar dos Filmes Malditos da Meia-Noite, quando ainda era lá na Vila das Artes. Falavam que só passavam filme bizarro, coisas gravadas com um punhado de moedas e qualquer coisa que só seria permitido passar depois da meia-noite mesmo. A primeira vez que eu participei foi anos passado, no especial sexplotation. O Malditos, como a gente chamava, era o único lugar de Fortaleza, quiçá do mundo, onde você podia assistir coisas como um documentário sobre o G.G. Allin, um filme sobre prostitutas assassinas e outro sobre uma banda formada por deficientes físicos.
Desta vez, o Filmes Malditos da Meia-Noie faz dois anos, dois anos em que eles resgatam toda aqela subversão das sessões midnight, em que os filmes eram chocantes, violentos e criativos. E nesta noite de aniversário, de rockeiros que comem merda à necrofilia. Você não vai querer perder

sábado, 19 de setembro de 2009

O Lado Bom das Coisas! =)

Os anos 90 foram uma década complicada! Na verdade, foram uma década que merce ser esquecida! Tudo de pior que podia acontecer na humanidade aconteceu durante os anos 90: Margaret Tatcher, guerra do golfo, internet de 64 kbps, grunge... enfim, nada que faça esta década ter valido a pena. Mas não se pode negar que os anos 90 também tiveram o seu lado divertido: programa do Ratinho, Cavaleiros do Zodíaco, morte da Lady Diane. Mas 96 foi único. Eleições municipais ocorrem por todo Brasil, mas a de Fortaleza merece atenção. Juraci Magalhães (coligação PL/PMDB), que havia sido prefeito entre 90 e 93, tenta se eleger novamente para Prefeito. Contava com nove adversários, sendo o principal o hoje senador Inácio Francisco de Assis Nunes Arruda (coligação PT/PC do B/PCB/PSTU). O marketeiro de Juraci, Huberto Farias, tem uma idéia: compor um jingle e gravá-lo em várias versões, fazendo um vídeo para cada, no melhor estilo Music Television. Chama algumas das principais bandas de Fortaleza, como Rebel Lion e banda Malícia para gravar os jingles. Foi um verdadeiro sucesso, Juraci leva no primeiro turno com 520.074 votos, 63,25% do total. O governo foi uma porcaria (com uma coligação dessas não podia se esperar outra coisas), mas pelo menos deixou este clássico do rock cearense que é o vídeo da campanha do Juraci na versão Heavy Metal.



Fantástico, não?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Se Joseph McCarthy jogasse videogame...

Stálin lança a bomba atômica sobre a Alemanha. Os soviéticos ganham a II Guerra e iniciam sua investida contra o oeste europeu. Em seguida, instalam uma base nuclear em Cuba, apesar dos apelos da comunidade internacional. Agora, a cartada final: os 'vermelhos' invadem os EUA e você, um encanador chamado Chris Stone, também conhecido como "Freedom Phantom" terá que libertar a América dos imperialistas soviéticos e trazer a democracia de volta para a Terra da Liberdade.
Isto é Freedom Fighters, série de 4 jogos de tiro em 3ª pessoa criados pelos mesmos responsáveis por HITMAN II. A primeira parte foi lançada em 2003, conta com uma jogabilidade boa, mas nada muito original. Você completa missões do tipo explodir heliportos, resgatar reféns, matar generais soviéticos e (é claro!), hastear bandeiras americanas. O mais interessante do jogo é, de fato, o enredo macartista e defensor da liberdade à americana. O protagonista Chris Stone é o Kurt Russel dos videogames, indo do caminhoneiro atordoado Jack Burton, do clássico "Aventureiros do Bairro Proibido" ao justiceiro de poucas palavras Snake, do ainda mais clássico "Escape From New York". Nos mais, o jogo é bem previsível no seu conteúdo peca em algumas fases, que pediriam um estilo mais Metal Gear, e não um tiroteio desmedido para todos os lados. A finalização da primeira parte também não é lá essas coisas (espero que melhore nas continuações). Porém, não deixa de ser divertido, valendo gastar algumas horas na jogatina.

domingo, 16 de agosto de 2009

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Jesus Odeia Punk Rock

Skate Pirata é uma banda de hardcore punk oldschool de Fortaleza e foi uma das poucas coisas que conseguiram nascer no ano do "Massacre de Mutantes" das bandas legais de Fortaleza, que foi o ano de 2007.
A banda faz um som que lembra o primeiro disco do Adolescents e o Milo Goes to College, do Descedents. A banda lançou a demo que ganhou a fama de "Chinese Democracy" pela cena nordestina pelo tanto que demorou para ser lançada. Porém agora, depois de quase um ano, a demo é lançada. E tudo graças a mim. myspace

Obs1: Por falta de opção, tiveram que colocar um membro do PSOL no baixo.

Obs2: alguém avisa o Raphael que a discotecagem dele está cada vez melhor e que F.R.I.E.N.D.S. é coisa de branco.