tão velhos quanto o Pete Townshend,
fazendo rock só pelo dinheiro."
(Paul Cook, baterista do Sex Pistols)
Malcolm McLaren, ex-empresário do Sex Pistols, morreu hoje, aos 64 anos, perdendo a luta que vinha travando contra o câncer desde outubro passado. A informação é do portal G1.
Bem, qualquer pessoa com o conhecimento mínimo sobre história da música pop sabe que McLaren não era lá flor que se cheirasse (e também sabem que os Sex Pistols não criaram o punk...). Ele era o estereótipo do empresário de boxe, só que ao invés de extrair toda a mais-valia que pudesse de um talentoso pugilista, preferia explorar alguns drogados e encrenqueiros que de talentoso não tinham nada.
Porém, o que McLaren tinha de malandro tinha de esperto. Como poucos, sabia captar os anseios de uma juventude sem heróis em um mundo politicamente conservador e culturalmente entediante... E sabia fazer dinheiro com isso.
Não vou dizer que temos uma dívida com McLaren, afinal, caso a tivessemos, ela foi devidamente saldada monetariamente durante a curta vida do Sex Pistols... O que posso dizer é que a música perde um importante personagem na sua história. McLaren foi alguém que, querendo ganhar dinheiro e nada mais, ajudou a tirar o rock das galerias de arte onde tinha sido enfiado pelo progressivo e a levá-lo de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído: às ruas! Se as partituras foram embora em nomes das cifras, não vem ao caso. O que importa é o legado deixado por ele é, na pior das hipóteses, extremamente divertido... Ora, mas não era de diversão que se tratava o tempo todo?
