sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Recordar é Viver!

O Programa Livre, junto com o Musikaos, fizeram parte dos poucos programas que transmitiram bandas legais durante os anos 90 (Olho Seco e Kreator não é qualquer coisa). Claro que possuíam lá as suas deficiências (vide definição de straight edge no Musikaos e Cross + Over no Programa Livre, isso sem contar que tocava, além de umas bandas legais, um monte de porcaria), mas nem por isso deixam de ter seus méritos.
Abaixo, alguns vídeos do Ratos de Porão tocando no Programa Livre em 94. Na época, a banda fazia a divulgação do disco Anarkophobia, um de seus discos com a pegada mais thrash (atitude corajosa para época, já que as bandas de thrash decidiram misteriosamente largar o metal e tocar hip hop).

Beber Até Morrer.


Plano Furado II.


Sofrer.


Ascenção e Queda.


Commandos (Ramones Cover)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Um Espectro Ronda a Música Pop. (part. II)

"No livro do tempo
Ainda não foram cantadas
As mil páginas da revolução."

(Vladimir Maiakovky - Ordem do Dia
Aos Exércitos da Arte)


Bom, seguimos aqui com a a última parte desta seleção das aventuras do velho Marx pela música do século XX. Mas obviamente esta última parte nunca será a parte final, muitas bandas acabaram por ser injustiçadas. É claro que eu sei que deixei de fora coisas maravilhosas como Angelic Upstarts ou The Redskins, sei que deixei pra lá outros artistas folk como Victor Jara (o Geraldo Vandré chileno) e mais um monte de bandas. Mas, enfim, as bandas são muitas e não dava pra falar de todas. Então, curtam aí e, como diria Maiakovky, "Dai-nos, camaradas, uma arte nova / nova / que arranque a republica da escória."

Woodie Guthrie.
Quando Caetano cantava "caminhando contra o vento / sem lenço e sem documento", ele podia muito bem estar falando sobre Woodie Guthrie. Porém, ao contrário do Caetano, Guthrie morreu antes de virar careta, ficar rico e votar no Cristóvão Buarque.
Guthrie era um cara que nunca teve dinheiro. Tudo o que ele tinha era um par de pernas para o levar pela pradaria americana e seu violão que, supostamente, matava fascistas.
Woodie foi outro que também nunca se admitiu como comunista, mas este aqui estava enroscado com o velho Marx até o pescoço: desde sua aproximaçãocom o Partido Comunista à sua demissão da rádio KFVD por sua ligação com a URSS. Mas talvez, o período em que a mais-valia, a alienação produtiva e a dicotomia inconciliável entre capital e trabalho foi mais intensa na carreira musical do bardo aí encima foi o período em qu Woody integrou o Almanac Singers, um grupo de músicos folk que tinha seu centro de atividades no Grande Maçã. Nesta época da sua vida, a música de Guthrie passa a enaltecer a figura de um trabalhador urbano no qual ele mesmo havia se convertido.
Até que enfim apareceu alguém aqui com uma discorafia grande: Woody gravou dezoito discos, entre ao vivos, coletâneas e o caralho a quatro. Nas palavras do próprio Woody: "Esta canção é Copyrighted nos EUA, ao abrigo dos Direitos de Autorais #154085, por um período de 28 anos, e quem cantar essa canção sem nossa permissão porderá ser nosso bom amigo, porque ela não é para ser secreta. Publique-a. Escreve-a. Cante-a. Nós escrevemos ela, isso é tudo que nós queríamos fazer".

DEAD PREZ.
Dead Prez é um dou de hip-hop (ou hardcore hip-hop) dos Estados Unidos que tem um disco com o nome mais legal que eu já vi em disco de hip-hop: 'Revolutionaty, but Gangsta', de 2004. A história do Dead Prez inicia-se em 1990, quando M-1 ingressa na Florida Agricultural and Mechanical University, lá, ele conhece seu futuro companheiro de versos, stic.man. Os dois desenvolvem juntos um profundo interesse por música e política, em especial pela organização revolucinária de esquerda Black Panther Party (Partido dos Panteras Negras). Segundo stic.man "um pequeno livro empoeirado chamado 'A Autobiografia de Malcolm X' mudou radicalmente a minha perspectiva sobre a vida". As letras do Dead Prez possuem um conteúdo socialista e pró-África, sendo os temas principais repressão policial, racismo, capitalismo e veganismo.
Dead Prez tem um difere
ncial em relação a grande maioria dos músicos com debate políticos: eles aparentam ter a mínima noção do que estão falando! Por exemplo, em junho deste ano, no meio do oba-oba com a eleição de um homem negro para a Casa Branca, criticaram Obama em uma entrevista para uma revista americana, dizendo que o pacote de incentivo ao desenvolvimento do negão traz consigo mais 3,2 bilhões para presídios, sem esquecer dos gordos repasses para o Estado de Israel. Na mesma entrevista, o duo comentou a concepção de política de suas músicas: "nossa política é baseada no poder e em meios para trazer o poder para nosso povo".
Desde 2000, lançaram sete registros fonográficos, sendo que agora estão em divulgação do disco
Pulse of the People: Turn off the Radio Vol. 3, uma parceria entre o Dead Prez e o dj Green Lantern.

BILLY BRAGG.
Billy Bragg é a figurinha
mais batida do folk europeu. Ele consegue, também, ser o cara mais legal do folk europeu, afinal, todo mundo que teve uma banda de punk rock sempre é mais legal!
Stephen William Bragg nasceu em 1957 e a primeira referência musical existente sobre ele é em 77, quando ele monta a banda punk Riff Raff, que entraria para a História da música como "a banda punk do Billy Bragg". Segundo o blog do edmilson, o som do Riff Raff era "(...) um punk rock faceiro, moleque, menino, pra frente, falando principalmente de garotas e temas correlatos. Algo próximo do Buzzcocks, talvez." A primeira experiência de Bragg tocando folk ocorre quando ele volta de uma curta passagem pelo exército britânico. O disco Life’s a Riot with Spy vs Spy, de 1983, é o mais representativo desta fase, onde Bragg, ainda sob influência do punk, começa a tocar folk.
Bragg nunca considerou-se um cantor político, mas um cantor realista, e este realismo era reflexo de sua atuação política, em especial com o grupo de esquerda Red Wedge, um coletivo de músico que disseminava idéias de esquerda, além, é claro, de 'The Internationale' e 'The Red Flag', dois discos em que Bragg toca canções comunistas. Eu, pessoalmente, acho os dois discos chatos, muito cheios de frescura, mas, enfim...

Pra fechar isso daqui, segue um vídeo de uma jam session muito legal entre o Hurtmold, banda paulista que faz uma mistura entre jazz, música brasileira, africana e Fugazi (se falar que é a banda de apoio do Camelo ou chamar de post-rock vai levar uma surra!) e o Mamelo Sound System, grupo de rap que também faz a sua misturada com jazz e dub, principalmente. A jam ficou foi em referência ao jazzista e militante das bandeiras afroamericanas Gil-Scott Heron, precussor do rap, e sua clássica "The Revolution Will Not be Televised".


terça-feira, 10 de novembro de 2009

Killed by School


Em virtude do filho mais filho da puta da Renascença, a Universidade, e do filho mais filho da puta da Universidade, o final de semestre, eu vou ter que ficar esta e talvez a próxima semana afasto do blog. Então, peço que as três pessoas que leêm isto daqui não começem a chorar que o papai vai voltar após comprar uma arma e resolver uns probleminhas na faculdade.

grato, a direção.