
Três anos se passaram e eu ainda não me cansei desse disco…
"Whether you wake up late or at 5am
secret missions with one intent
my only passion the only reason to live
I HATE MYSELF WHEN I'M NOT SKATEBOARDING"


Malcolm McLaren, ex-empresário do Sex Pistols, morreu hoje, aos 64 anos, perdendo a luta que vinha travando contra o câncer desde outubro passado. A informação é do portal G1.
Bem, qualquer pessoa com o conhecimento mínimo sobre história da música pop sabe que McLaren não era lá flor que se cheirasse (e também sabem que os Sex Pistols não criaram o punk...). Ele era o estereótipo do empresário de boxe, só que ao invés de extrair toda a mais-valia que pudesse de um talentoso pugilista, preferia explorar alguns drogados e encrenqueiros que de talentoso não tinham nada.
Porém, o que McLaren tinha de malandro tinha de esperto. Como poucos, sabia captar os anseios de uma juventude sem heróis em um mundo politicamente conservador e culturalmente entediante... E sabia fazer dinheiro com isso.
Não vou dizer que temos uma dívida com McLaren, afinal, caso a tivessemos, ela foi devidamente saldada monetariamente durante a curta vida do Sex Pistols... O que posso dizer é que a música perde um importante personagem na sua história. McLaren foi alguém que, querendo ganhar dinheiro e nada mais, ajudou a tirar o rock das galerias de arte onde tinha sido enfiado pelo progressivo e a levá-lo de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído: às ruas! Se as partituras foram embora em nomes das cifras, não vem ao caso. O que importa é o legado deixado por ele é, na pior das hipóteses, extremamente divertido... Ora, mas não era de diversão que se tratava o tempo todo?
8
vos Vingadores #73
o Sombrio #2
DC: Lanterna Verde #18
E na onda dos filmes de vampiros, eis que saem notícias de mais um, só que prometendo ser menos cabaço e metrossexual que Crepúsculo. "Suck: The Movie" é o nome da película da vez. Contando com nomes de peso do rock, como Alice Cooper, Iggy Pop e o marombeiro Henry Rollins, é uma mistura e filme de vampiro/road movie/ comédia pastelão sobre um conjunto de rock sem talento e sem sucesso que, durante uma turnê, acabam se envolvendo com vampiros semigóticos, semidragqueens. A transformação dos integrantes em vampiros faz milagres com a popularidade da banda, mas não consegue ajudar muito em relação a qualidade musical.Então, narro aqui o que eu usei para foder meu cérebro neste fim-de-semana épico para o rock doido alencarino, o qual eu fiz questão de deixar pra lá:
A mais de duas semanas que todo mundo me fala como este filme é lindo! Talvez muito em razão da atuação da queridinha da nação (pós)moderninha canarinho: Zoey Deschannel. O filme chegou aos cinemas cearenses no mesmo mês em que chegou às locadoras do estado, e ainda em seção de arte!
O filme é uma comédia romântica, que fique bem claro! Não que isso desmeressa a obra, afinal, os maravilhosos “Alta Fidelidade” e “Amor à Prova de Balas” também o eram, o aviso fica para que não se espere uma história densa, cheia de mensagens subliminares que só você e seus amiguinhos pregos e cults irão entender.
O mote da película é um cara romântico que se apaixona por uma garota um tanto quanto autista que não acredita no amor, narrando todas as reviravoltas no relacionamento e na própria vida do protagonista em virtude do romance, as vezes platônico, as vezes nem tanto. Até aí, nada diferente de um qualquer outro água-com-açúcar. A grande coisa fica por conta da montagem não-linear do filme, criando um paralelo interessante entre o início e o fim de um relacionamento, onde duas mesmas situações criam sensações diferentes nos amantes. O roteiro também consegue fugir da obviedade do “(...) e eles viveram felizes para sempre!”, criando um desfecho original dentro do gênero mais anti-originalidade da história da civilização ocidental: as comédias românticas! Excelente pra ver com a namorada!
Ghost World é um filme sobre perdedores. Perdedores com empregos medíocres e sem nenhuma perspectiva. Vida sexual questionável, vida social desprezível que, em virtude de tudo isso, procuram pequenísses para dar algum sentido a própria vida: irritar desconhecidos, colecionar discos raros de blues ou sentir raiva de qualquer pessoa que possa ser considerada normal.
Baseado na HQ homônima de Daniel Clowes, Ghost World é um filme de 2001 dirigido por Terry Zwigoff. O elenco conta com alguns nomes de peso, como a nova namoradinha do Woody Allen, Scarlett Johansson, e a peituda de Beleza Americana, Thora Birch, como protagonista da história, além do eterno Mr. Pink, Steve Buscemi.
A obra, já consagrada como cult, abriu caminho para aquele que pode ser considerado seu irmão mais novo, Anti-Herói Americano. As constantes reviravoltas no roteiro e a lei de murphy correndo solta, juntamente com os personagens principais e secundários construídos como nobres perdedores e garotões estúpidos geram uma excelente obra de humor negro.
obs: o filme, em 2001 foi indicado para o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, e como bom perdedor que é, perdeu.
Eu tenho uma pequena lista de filmes que eu me envergonho de nunca ter visto. Faster Pussycat, Kill, Kill!, depois de dois anos figurando no topo desta lista, abanonou-a neste fim de semana.
A obra clássica do diretor Russ Meyer traz o que de melhor o cinema exploitation tem a oferecer: violência, carros e peitões.
O filme é de 65 e há muito é um clássico do gênero. Conta a história de três dançarinas de go-go linha dura que sequestram uma linda garotinha e tentam roubar a fortuna de um velho muquirana. Pra isso, vale tudo: desde seduzir os filhos do velho até invertar uma história absurda sobre a linda garotinha que só sendo muito caipira pra acreditar... de fato, os personagens o são!
O roteiro é simples, a obra também é. E nem por isso deixa de ser um clássico, provando que um clássico do cinema não precisa ser feito por idiotas presunçosos.
obs: Já faz alguma tempo que o Tarantino quer refilmar este filme... e com uma atriz pornô no papel principal... credo!
O Manowar é uma banda que consegue juntar tudo que eu mais odeio no heavy metal: couro, gritos power metal, letras sobre castelos e dragões, baboseiras vikings... MAS QUANDO O MANOWAR FAZ, FICA MUITO FODA!
Louder than Hell é um disco de 1996 e é o oitavo disco de estúdio dos "Reis do Metal". É o disco de estréia do guitarrista Karl Logan e de retorno do baterista Scott Columbus.
As três primeiras faixas não tem nem o que se comentar: clássicos! Na terceira o nível caí (consideravelmente até), agora em Number 1 o nível sobe denovo, graças ao riff "crtl+c e crtl+v" diretamente de "Gods Made Heavy Metal", decaindo de novo em uma ou duas músicas, mas a gente releva.
No mais, não há o que comentar, o Manowar eleva a farofagem heavy metal ao nível do supremo, e quem não curte é viado!
obs: correm boatos de show deles por aqui...
Night Fever é uma banda dinamarquesa, mas se me dissessem que a banda é americana e o vocalista é o Axl Rose, era bem possível que eu acreditasse. O vocal gasgito de Salomon é muito bom pra criar tal ilusão sonora.
New Blood é o primeiro disco da banda efoi lançado ano passado. Eu fui descobri-lo durante um retiro pagão no ano novo, e enquanto todos nós lutavamos bravamente contra as muriçocas que eram do tamanho de um boi e jogávamos mangas uns nos outros, curtíamos isto daí.
Honrando a excelente cena punk dinamarquesa que vêm despontando por estes lados (incluíndo bandas como Hjertestop, No Hope for the Kids e Assassinators), Night Fever conta com uns excelentes riff de guitarra, misturada com energia e velocidade nas doses certas. E ainda com direito a vocal horror punk na faixa-título! Alegria para o sábado a noite. E não, não tem nada de Bee Gees neste disco.