Enquanto toda a população rockeira de Fortaleza permanecia alvoroçada com o show dos californianos do NOFX (a ponto de nem ligar pro ingresso a 70 barão ou a penca de péssimas bandas de abertura), eu permanecia em casa, doente e sem perspectivas no amanhã. Mas nem tudo é tristeza, afinal, meu pc voltou, depois de dois meses, a assistência técnica devolveu meu computador funcionando, logo, dá pra entender a minha falta de entusiasmo com o show da gangue do Fat Mike.
Então, narro aqui o que eu usei para foder meu cérebro neste fim-de-semana épico para o rock doido alencarino, o qual eu fiz questão de deixar pra lá:
(500)
dias com ela.
A mais de duas semanas que todo mundo me fala como este filme é lindo! Talvez muito em razão da atuação da queridinha da nação (pós)moderninha canarinho: Zoey Deschannel. O filme chegou aos cinemas cearenses no mesmo mês em que chegou às locadoras do estado, e ainda em seção de arte!
O filme é uma comédia romântica, que fique bem claro! Não que isso desmeressa a obra, afinal, os maravilhosos “Alta Fidelidade” e “Amor à Prova de Balas” também o eram, o aviso fica para que não se espere uma história densa, cheia de mensagens subliminares que só você e seus amiguinhos pregos e cults irão entender.
O mote da película é um cara romântico que se apaixona por uma garota um tanto quanto autista que não acredita no amor, narrando todas as reviravoltas no relacionamento e na própria vida do protagonista em virtude do romance, as vezes platônico, as vezes nem tanto. Até aí, nada diferente de um qualquer outro água-com-açúcar. A grande coisa fica por conta da montagem não-linear do filme, criando um paralelo interessante entre o início e o fim de um relacionamento, onde duas mesmas situações criam sensações diferentes nos amantes. O roteiro também consegue fugir da obviedade do “(...) e eles viveram felizes para sempre!”, criando um desfecho original dentro do gênero mais anti-originalidade da história da civilização ocidental: as comédias românticas! Excelente pra ver com a namorada!
Ghos
t World
Ghost World é um filme sobre perdedores. Perdedores com empregos medíocres e sem nenhuma perspectiva. Vida sexual questionável, vida social desprezível que, em virtude de tudo isso, procuram pequenísses para dar algum sentido a própria vida: irritar desconhecidos, colecionar discos raros de blues ou sentir raiva de qualquer pessoa que possa ser considerada normal.
Baseado na HQ homônima de Daniel Clowes, Ghost World é um filme de 2001 dirigido por Terry Zwigoff. O elenco conta com alguns nomes de peso, como a nova namoradinha do Woody Allen, Scarlett Johansson, e a peituda de Beleza Americana, Thora Birch, como protagonista da história, além do eterno Mr. Pink, Steve Buscemi.
A obra, já consagrada como cult, abriu caminho para aquele que pode ser considerado seu irmão mais novo, Anti-Herói Americano. As constantes reviravoltas no roteiro e a lei de murphy correndo solta, juntamente com os personagens principais e secundários construídos como nobres perdedores e garotões estúpidos geram uma excelente obra de humor negro.
obs: o filme, em 2001 foi indicado para o Oscar de Melhor Roteiro Adaptado, e como bom perdedor que é, perdeu.
F
aster Pussycat! Kill! Kill!
Eu tenho uma pequena lista de filmes que eu me envergonho de nunca ter visto. Faster Pussycat, Kill, Kill!, depois de dois anos figurando no topo desta lista, abanonou-a neste fim de semana.
A obra clássica do diretor Russ Meyer traz o que de melhor o cinema exploitation tem a oferecer: violência, carros e peitões.
O filme é de 65 e há muito é um clássico do gênero. Conta a história de três dançarinas de go-go linha dura que sequestram uma linda garotinha e tentam roubar a fortuna de um velho muquirana. Pra isso, vale tudo: desde seduzir os filhos do velho até invertar uma história absurda sobre a linda garotinha que só sendo muito caipira pra acreditar... de fato, os personagens o são!
O roteiro é simples, a obra também é. E nem por isso deixa de ser um clássico, provando que um clássico do cinema não precisa ser feito por idiotas presunçosos.
obs: Já faz alguma tempo que o Tarantino quer refilmar este filme... e com uma atriz pornô no papel principal... credo!
Manowar –
Louder than Hell.
O Manowar é uma banda que consegue juntar tudo que eu mais odeio no heavy metal: couro, gritos power metal, letras sobre castelos e dragões, baboseiras vikings... MAS QUANDO O MANOWAR FAZ, FICA MUITO FODA!
Louder than Hell é um disco de 1996 e é o oitavo disco de estúdio dos "Reis do Metal". É o disco de estréia do guitarrista Karl Logan e de retorno do baterista Scott Columbus.
As três primeiras faixas não tem nem o que se comentar: clássicos! Na terceira o nível caí (consideravelmente até), agora em Number 1 o nível sobe denovo, graças ao riff "crtl+c e crtl+v" diretamente de "Gods Made Heavy Metal", decaindo de novo em uma ou duas músicas, mas a gente releva.
No mais, não há o que comentar, o Manowar eleva a farofagem heavy metal ao nível do supremo, e quem não curte é viado!
obs: correm boatos de show deles por aqui...
Night Fever - New Blood
Night Fever é uma banda dinamarquesa, mas se me dissessem que a banda é americana e o vocalista é o Axl Rose, era bem possível que eu acreditasse. O vocal gasgito de Salomon é muito bom pra criar tal ilusão sonora.
New Blood é o primeiro disco da banda efoi lançado ano passado. Eu fui descobri-lo durante um retiro pagão no ano novo, e enquanto todos nós lutavamos bravamente contra as muriçocas que eram do tamanho de um boi e jogávamos mangas uns nos outros, curtíamos isto daí.
Honrando a excelente cena punk dinamarquesa que vêm despontando por estes lados (incluíndo bandas como Hjertestop, No Hope for the Kids e Assassinators), Night Fever conta com uns excelentes riff de guitarra, misturada com energia e velocidade nas doses certas. E ainda com direito a vocal horror punk na faixa-título! Alegria para o sábado a noite. E não, não tem nada de Bee Gees neste disco.